História

Noticias 09 Junho 2016

Henri Cartier Bresson-Este é o primeiro da série "Fotógrafos da Semana" Destaque

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Henri Cartier-Bresson

Retrato de Henri Cartier-Bresson, Paris, 1967, foto Robert Delpire

Gênio. Herói do fotojornalismo. Inovador.

Existem inúmeros adjetivos para tentar definir,

descrever ou situar Henri Cartier-Bresson na história da fotografia.

Nascido em 1908, na França, Cartier-Bresson desenvolveu cedo a aproximação com a arte.

Logo aos cinco anos foi apresentado à pintura por um tio e aos 19, em 1927,

estudou com o pintor cubista e escultor francês André Lheu.

Inclusive, foi nesta época que ele entrou em contato com as obras de grandes artistas

como os renascentistas Jan van Eyck, Paolo Uccello,

Masaccio e os escritores como Dostoevsky, Schopenhauer, Rimbaud, Nietzsche e Proust.

Foi um época de intenso aprendizado e que se refletiria em seus registros anos depois.

Em 1931, em uma viagem à Costa do Marfim, ele fez suas  primeiras e quando retornou à Europa,

passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia.

Isto aconteceu porque Cartier-Bresson viu uma foto de autoria do fotojornalista Húngaro Martin Munkacsi

(que também influenciou Richard Avedon, como contamos aqui)

que retratava três meninos negros correndo nús em direção ao mar.

Cartier-Bresson define o momento:

“A única coisa que era uma surpresa completa pra mim e me levou à fotografia foi o registro de Munkacsi.

Quando eu vi a fotografia dos meninos negros correndo em direção à onda,

eu não pude acreditar que tal coisa poderia ser captada por uma câmera.

Peguei a câmera e fui para as ruas.” (…)

“Aquela fotografia me inspirou a parar de pintar e a levar a fotografia a sério.” (…)

“De repente eu entendi que a fotografia poderia captar a eternidade instantaneamente.” Henri Cartier-Bresson

A partir disso, Cartier-Bresson adquiriu a câmera que o acompanharia ao longo de muitos anos

e que seria quase uma extensão dos olhos do fotógrafo:

Uma Leica com lente de 50mm. Por ser pequena,ela permitia que Cartier-Bresson registrasse nas ruas momentos variados sem que as pessoas percebessem que estavam sendo fotografadas.Em 2003, juntamente com sua esposa, Martine Frank, inaugurou a Fundação Henri Cartier-Bresson, para manter um local permanente com seus trabalhos. Ele veio a falecer em 2004, em Montjustin, na França.

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Última modificação em 09 Junho 2016
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